ETERNO E ÚNICO REI DO BAIÃO
Este
grande matuto nordestino
Majestosa
figura da MPB pra nação
Com voz, sanfona, mais zabumba e triângulo
Foi mestre do xote, xaxado, baião
Bases do
forró pé de serra e festejos juninos
Típica
festa que agrada de anciões a meninos
E difundiu a cultura de nossa região
E difundiu a cultura de nossa região
Foi com
estes ricos ritmos regionais
Que surgiu esta cultural nobreza
Que surgiu esta cultural nobreza
Cantando
amor, sofrimento, verdade
Retratando ecologia, injustiças, pobreza
A partir
da seca ferina que assola o Sertão
Que gera
sede, fome, morte, exclusão
Desigualdade,
coragem e tristeza
Divulgou bem a cultura Nordestina
Os valores da região Nordeste
Cultura que agrada de gregos a troianos
Que vem a esta terra de cabras da peste
Por Deus abençoada e glorificada
E por todo nato nordestino é amada
Como Gonzagão que sua camisa veste
Divulgou bem a cultura Nordestina
Os valores da região Nordeste
Cultura que agrada de gregos a troianos
Que vem a esta terra de cabras da peste
Por Deus abençoada e glorificada
E por todo nato nordestino é amada
Como Gonzagão que sua camisa veste
Admirado
por feras da musica nacional
Fagner, Elba, Raul, Caetano Veloso
Dorival
Caymme, Marinês, Gilberto Gil
Todo
aquele que por musica boa é zeloso
Capaz de
fazer sua arte ecoar da alma
Como Luiz fez do forró um ritmo que acalma
Como Luiz fez do forró um ritmo que acalma
Na mistura reflexão e remelexo gostoso
Além de
um instrumentista genial
Era um
inventor de melodias, sofisticado
Suas harmonias era ele que criava
Montou um
rico leque cultural, originalizado
E com os “Baiãos”: “Asa Branca”, “Seridó”
“Juazeiro”,
“Baião de Dois”, e Qui nem Jiló”
Foi antologicamente premiado
O
nascimento deste eterno ícone
Foi a
algumas dezenas atrás
Nasceu em
13 de dezembro de 1912
Em 2012
100 anos ele faz
Mas sua
musica é jovem e eterna alegria
Um Forró que toda idade contagia
Por
cantar flor, clamor, justiça e paz
Foi na
fazenda chamada Caiçara
Numa
pobre casa de barro batido
Que de si
sua querida mãe deu a luz
Num
povoado de viver bem sofrido
La pras
bandas de Exu situado
Do Tupi
Guarani de Araripe chamado
Dono dum
povo de fé e aguerrido
Foi no oeste de Pernambuco
A origem de sua fenomenal trajetória
2º
filho de Ana Batista de Jesus
A Maria
Santana desta história
Oitavo filho de Januário José dos Santos
Batizado em Exu cheio de acalantos
Foi abençoado seu viver de glórias
O pai ia botar em Luiz seu nome
Mas
quando de madrugada nasceu
Aos céus Januário foi agradecer do terreiro
A essa estrela que na familia apareceu
E como de
São Luiz Gonzaga era dia
Agradeceu
a Jesus e a Virgem Maria
E para
ele o nome do Santo lhe deu
E juntou a Luiz Gonzaga Nascimento
E juntou a Luiz Gonzaga Nascimento
Pra seu nascer mais iluminar
Pois nasceu no mês do Natal de Jesus
Pois nasceu no mês do Natal de Jesus
Tempo
para refletir, unir, partilhar
De absorver o clarão Natalino
Da
Estrela que guiou o Jesus Menino
Divina
luz para nosso caminhar
Nasceu no sopé da Serra do Araripe
Nasceu no sopé da Serra do Araripe
Lugar
onde logo ele se inspirou
Pra uma
das primeiras musicas criar
E desta
forma “Pé de Serra” chegou
A partir
daí outras veio a surgir
Na mídia
regional e nacional bem fluir
E desta forma o Rei Gonzagão reinou
Além de
seu pai trabalhar na roça
Num
latifúndio de sofrer
Nas horas
vagas tocava acordeão
E conserta-los era seu melhor lazer
Ainda
menino Luiz aprendeu a tocar
E em bailes e feiras se apresentar
Pra com seu dom na vida vencer
Foi pra nossa Região Nordeste
Um rico e
autentico representante
Fiel
aos costumes, origens, cultura
Não desviou-se um instante
Não desviou-se um instante
Mesmo iniciando no sudeste do Brasil
Nas graças de toda nação caiu
Nas graças de toda nação caiu
E foi pra o Nordeste um filho radiante
O baião
foi o glorioso gênero musical
Que sua
insígnia carreira consagrou
Asa
Branca foi emblemática canção
Que a
todo publico agradou
Por retratar poeticamente o sertão
O clamor
aos céus pra chover de montão
E voltar a vê a paixão que deixou
Essa paixão tida aos seus dezoito anos
Por Nazarena moça bonita e singela
Filha do coroné Raimundo Deolindo
Essa paixão tida aos seus dezoito anos
Por Nazarena moça bonita e singela
Filha do coroné Raimundo Deolindo
Contra o namoro de Luiz com
ela
E mesmo assim, sendo jurado de morte
Teve um namorico escondido, de sorte
Com Nazarena, sua jovem bela
E mesmo assim, sendo jurado de morte
Teve um namorico escondido, de sorte
Com Nazarena, sua jovem bela
E sabendo seus
pais Januário e Santana
Que Luiz foi o coroné Raimundo desafiar
Que Luiz foi o coroné Raimundo desafiar
Mãe Santana deu em Luiz uma surra danada
E vendo
que com Nazarena não podia casar
Ou a ira
do pai dela faria sua vida perder
Revoltado
fugiu na busca dum outro viver
E no exercito em Cratos resolveu ingressar
E lá pras bandas de Juiz de fora - MG
O eterno amigo Dominguinhos conheceu
Um soldado conhecido daquela região
Pela habilidade com o belo acordeom seu
Luz pra Luiz ingressar na área musical
Que em 1939 ao exercito no Rio deu tchau
Onde pela musica deu baixa e agradeceu
Entregarndo-se por completo a musica
Já lá na capital federal do Brasil
Tocou em lugares prostíbulos da cidade
Um árduo inicio duma carreira viril
Onde só solava musicas no acordeão
Choros, sambas, foxtrotes, e não baião
Só ritmos que aquela região ouviu
E lá pras bandas de Juiz de fora - MG
O eterno amigo Dominguinhos conheceu
Um soldado conhecido daquela região
Pela habilidade com o belo acordeom seu
Luz pra Luiz ingressar na área musical
Que em 1939 ao exercito no Rio deu tchau
Onde pela musica deu baixa e agradeceu
Entregarndo-se por completo a musica
Já lá na capital federal do Brasil
Tocou em lugares prostíbulos da cidade
Um árduo inicio duma carreira viril
Onde só solava musicas no acordeão
Choros, sambas, foxtrotes, e não baião
Só ritmos que aquela região ouviu
O repertório não era tão comum
Sua base era musica internacional
Sucessos de programas de calouros
Apresentados com figurino profissional
A partir de paletó, gravata e tudo mais
Complexidade
que só um mestre a desfaz
Com um solar de acordeão genial
Em 1941 no programa de Ary Barroso
Sua
carreira ganhou um novo sentido
Executou Vira e Mexe de sua autoria
Um tema regional que foi bem aplaudido
Ovação que lhe rende o primeiro contrato
Numa
gravadora e ele ficou muito grato
E a ela um conjunto de 50 musicas foi cedido
Ou mais de 50 musicas lançadas
Das quais num disco Vira e Mexe foi a primeira
Das quais num disco Vira e Mexe foi a primeira
Daí chega o primeiro contrato profissional
E na Radio Nacional começou a trincheira
E na Radio Nacional começou a trincheira
Rumo a suas características artista e cultural
Com
trajes e ritmos típicos da região natural
Acendendo assim sua sonhada lareira
Foi o acordeonista Pedro Raimundo
Foi o acordeonista Pedro Raimundo
Que usava
trajes típicos de sua região
O Gaúcho que incentivou o jovem Luiz
De
vaqueiro fazer a primeira apresentação
Figurino que fez de Pedro um artista
E foi pra Luiz Gonzaga uma bela
pista
Pra consagração de Rei do Baião
E foi em 11 de
abril de 1945
Que a primeira musica foi gravada
A musica
de nome Dança Mariquinha
Desta
forma sua carreira foi lançada
Parceria
com Saulo A. S. Oliveira
E esta
foi simplesmente a primeira
De tantas outras na história marcada
E enfeitiçado por uma bela mulata
Com Odaléia Guedes Luiz chamegou
Isso já no inicio de uma gravidez
Onde já dela separado o parto chegou
Luiz
assume a paternidade do menino
Um gesto
nobre, humano e Divino
Pois até
seu nome na criança botou
Odaléia,
cantora de coro e sambista
Foi
expulsa de casa por engravidar
E o namorado não assumiu a criança
Com isso
nas ruas esta jovem foi parar
Até
ajudarem descobrir ser talentosa
Boa
cantora e na dança charmosa
E em
casas no Rio vir a se apresentar
Luiz e Odaléia entrelaçam-se em encantos
E partem para o inicio de uma relação agitada
Regada a muita atração física e paixão
Que nascendo o menino ficou mais agravada
O ciúme entre os dois era por demais
A convivência juntos já não era mais capaz
E em menos de 2 anos foi finalizada
Luiz e Odaléia entrelaçam-se em encantos
E partem para o inicio de uma relação agitada
Regada a muita atração física e paixão
Que nascendo o menino ficou mais agravada
O ciúme entre os dois era por demais
A convivência juntos já não era mais capaz
E em menos de 2 anos foi finalizada
E foi Odaléia apelidada de Léia
Quem com
o filho ficou pra criar
Mais vez
por outra Luiz aparecia
Pra o
tido como filho Gonzaguinha visitar
Como
também visitou Exu em 1946
Voltando
a sua terra pela primeira vez
Revendo seus pais e seu querido lugar
Na composição respeita Januário
O reencontro com seu pai é narrado
Uma parceria com Humberto Teixeira
Um clássico regional bem marcado
Pois retrata parte importante da história
Duma carreira magnifica e de glória
Vivida pelo Rei do forró bom danado
Professora e sua secretária particular
Pernambucana por quem se apaixonou
E o casal viveu junto até Luiz nos deixar
Mas como Helena engravidar não podia
Uma decisão juntos tomaram certo dia
Adotar uma menina e de Rosa batizar
De tuberculose nesse ano Léia faleceu
E Luiz ficou sem saber o que fazer
Pois o filho deles de apelido Gonzaguinha
Ficou órfão com 2 anos e meio de viver
Falou com Helena pra ele morar com ele e ela
E a mulher cria-lo como se fosse filho dela
Mas Helena não aceitou este querer
Juntamente com sua mãe Marieta
Acham absurdo aceitar aquela condição
Que nem filho verdadeiro de Luiz era
E Luiz sem saída ou outra solução
O filho aos padrinhos resolve entregar
Para Leopoldina e Henrique Xavier criar
No Rio em um morro daquela região
E nesse morro chamado São Carlos
Luiz sempre ia visitar o menino
O sustento pra ele era garantido
Bancou seu viver para um bom destino
Luiz queria pra ele um futuro de valor
E por Xavier foi criado com amor
Pois além de Luiz era outro pai Divino
Xavier o considerava filho de
verdade
Ainda criança viola lhe ensinava a
tocar
E o menino em sua madrinha Dina
Um amor de mãe veio
encontrar
E como Luiz não se dava bem com o
filho
Gonzaguinha por si não tinha brilho
Quando tava juntos só faziam brigar
Gonzaga não foi mais ver
Gonzaguinha
O amava mais não via nele uma vida
bela
Era envolvido com amizades ruins no morro
E vivia tocando viola por becos da favela
Dina fez o possível pra unir pai e filho
Tentou colocar aquela família nos trilhos
Mas Helena não queria vê Luizinho, Xavier e ela
Helena espalhou que Luiz era estéril
Que não era pai verdadeiro de Luizinho
Mas Luiz sempre ela desmentia
Pois aceitou registra-lo como seu filhinho
Independente de sangue ou não
E pra isso amá-lo já era grande razão
O difícil era tê-lo no mesmo ninho
Na adolescência o jovem ficou rebelde
Com o pai não aceitava ir morar
Dizia que Luiz não era seu pai biológico
Que o entristecia escutar o povo falar
Que ser órfão de pai e mãe era odiável
A madrasta Helena implicante e intragável
Além dela de si nem um pouco gostar
Ela até humilhava Gonzaguinha
Por isso dela ele também não gostava
E como Luiz dava razão só à esposa
As brigas entre pai e filho só aumentavam
A saída foi interna-lo num colégio interno
Pela amenização do clima que tava um inferno
Com isso Dina e Xavier se
desesperavam
Aos 14 anos Gonzaguinha quase se foi
Contraiu tuberculose que sua mãe a matou
Aos 16 anos Luiz o pegou a força pra criar
E pra Ilha do Governador no Rio o levou
Mas por ser autoritário e a esposa o destratar
E as brigas no lar vir a se intensificar
De volta pra o colégio interno
mandou
A complicação aumentou ao crescer
Pois o filho um malandro se tornou
Não respeitando mais um pedido do pai
Em bebidas alcoólicas se viciou
E tudo só floriu quando resolveu mudar
Do vicio do álcool querer se tratar
E logo após pra universidade retornou
Tornou-se músico como o pai Luiz
E com o pai formou uma dupla querida
Que em 1979 juntos viajaram o Brasil
Enfim como grandes amigos na vida
Gonzaguinha compôs musicas que Luiz quis
E sem medo e vergonha de serem feliz
A árdua parte de suas vidas foi vencida
Há alguns anos sofrendo de osteoporose
E vitima de parada cardiorrespiratória
No hospital Santa Joana em Recife
Gonzagão da adeus a terrestre trajetória
E foi velado em Juazeiro do Norte
A lembrança dali em musicas era forte
A partir de Padre Cicero a memória
Isso contra o querer de Gonzaguinha
Que em Exu o corpo do pai logo queria
Irritando o povo com sua posição
Pois achavam que uma ingratidão seria
Desconhecer o valor pra Luiz do Juazeiro
Onde Padre Cicero atrai multidões de romeiro
E em musicas esta fé Luiz enfatizaria
Luiz foi sepultado em sua terra natal
E como Maçom junto com Orlando Silveira
Compôs a musica “Acácia Amarela”
Em 03/04/71 na maçonaria iniciou a trincheira
No Rio de Janeiro na Ilha do Governador
E foi coroado com honra e esplendor
Por talvez do pop no Brasil majestade primeira
Assim sendo no carnaval 2012 do Rio
Que na Sapucaí o Nordeste foi só emoção
“O dia que toda realeza desembarcou
Que na Sapucaí o Nordeste foi só emoção
“O dia que toda realeza desembarcou
E na avenida corou o Rei Luiz do Sertão"
Literal triunfo da Unidos da Tijuca no carnaval
Festa nordestina na antiga do Brasil capital
Pra gregos, troianos e toda nossa nação
Descreve Ana Krepp pra revista da Cultura
Em matéria que centenas de leitores viu
Que "O rei do baião pode ser também
Considerado o primeiro rei do pop no Brasil
Por fazer em seu sentido original popular
De 1946 a 1955 a maior venda de disco rolar
Soma de quase 200 gravados CD e Vinil
E disse que se foi no Brasil de 46 a 55
A Michael Jackson é digno de comparação
Além de desenhar as suas próprias roupas
Criar passos pra com músicos botar em ação
Foi o primeiro a fazer turnê pelo brasil
E dessa forma sua carreira sucumbiu
No gosto duma fã imensa legião
Em 2012, o filme de Breno Silveira
Com o titulo: Gonzaga, De
Pai Pra Filho
Conta o conturbado viver entre os dois
E Já alcança uma marca de sucesso e brilho
Atraindo mais de um milhão de espectadores
Pra vê uma história findada com flores
Duma relação que se encaixa nos trilhos
Valdez Belo

Nossa, essa mereceu uma pesquisa e tanto! Mas, valeu o esforço, porque o resultado é esta bela homenagem ao eterno Rei do Baião, que a maioria de nós aqui do "lado de baixo" conhecíamos por suas músicas tão ao gosto de qualquer brasileiro, sem suspeitarmos de que a vida de Luiz Gonzaga foi uma verdadeira odisséia. Obrigada por nos mostrar o ser humano por trás desse grande, talentoso e internacionalmente conhecido artista.
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