A CLASSE TRABALHADORA
EU
sou a Classe Trabalhadora, que diferentemente da grande messe de Jesus, que
tanto almeja aumentar seus poucos operários para ainda mais crescer em bênçãos,
EU sou um coletivo enorme de operários com poucos direitos e a cidadania ferida.
Mas
o que me deixa mais irado é saber que 70% do meu salario, em muitos casos
mínimo, somem em impostos e me deixa boiando num amargo vazio de inclusão ou num
dia-a-dia excluído de básicos direitos pra uma real dignidade.
Un dia dessi levei un-a topada cun minha
chinela cá correa cun prego, qui o danado desse prego entrô no meu pé, fui no
hospitá, passei 3hs isperano, pra toma só um cachete, purquê nun tinha a tá da injeção
contra teto i saí de lá cu pé latejano e mancano di dô. Anti de chegá na parada
de ôibus un ladrão passô e robô o dinheiro da minha passage e meu relógi orient,
cheguei in casa meu pé paricia a bola da copa, bunitin não, inchado. I in mei a um mói de dô incontrei meu fiinho dinovo in casa,
sem aula na iscola, purquê os professô tava nunha reunião pra mais un-a greve.
Pois é, diariamente sofro com os
descasos sociais, principalmente na saúde, na educação e na segurança. Enquanto
isso meus hierárquicos representantes políticos e patrões vivem a sugar meu ardido
suor e a amargar meu pobre viver. É ou não de se arretá?
Valdez Belo
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