MONSTRO ANTISSOCIAL

O Brasil a tempo sofre com a ardência amarga
Das dores contínuas dum maldito legado
Dos tristes reflexos da cruel corrupção
Monstro antissocial da Europa migrado
A partir de portugas que aqui chegam pra corromper os índios
Tomando-lhes liberdade e terras por qualquer agrado

Mas a cada século, ano, e dia
Este monstro ta bem mais infernal
Suga os direitos de pobres vidas sofridas
Sem se constranger com seu sofrer brutal
Age sem dó e tão excludente impiedade
Que chega a ser um antissocialismo banal

Este monstro não respeita nada, ninguém
Seja idoso, seja trabalhador, seja criança
Ele age destruindo lares, direitos, a dignidade
É um perverso que míngua vidas e gera matança
Um gigante inescrupuloso, impiedoso, covarde
Que fere sem pudor a já enfraquecida esperança

Pra se ter ideia do tamanho desse monstro
Dessa triste e tão malvada corrupção
Ela faz dos guerreiros humanos, pequeninos
Reféns e vítimas da sua infame maldição
Pois além de corrupto, burgues, politiqueiro
Ele é desalmado, desumano, e sem coração

A corrupção é o puro cúmulo da injustiça
A inversão nata da única ou real verdade
O contrário extremo da honra, do caráter, da moral
Como representação popular é maligna falsidade
Da esperança um concreto perverso pesadelo
Pra classe trabalhadora um monstro diabólico, covarde

Porém, muito além do que se pensa
A corrupção não é um mal de agora, do momento
Os muitos casos que hoje estão vindo a tona
A bem pouco tempo caiam no esquecimento
Quando não eram pra baixo de tapetes jogados
Paravam num triste engavetamento

É pena que um corrupto hoje não devolva
O que por meios injusto lhe deu tal riqueza nobre
Adquirida com atos famigerados de corrupção
Sugada do sangue e suor duma gente pobre
Isso não decorrente só de conjunturas atuais
Desgraça que de direitos a sociedade descobre


                                                                                                   Valdez Belo

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