Resposta Silenciosa do Eleitor para o Agradecimento Silencioso de um Corrupto:

De nada monstro traíra e covarde
Que não teve por mim piedade
Retribuindo meu voto com maldade
De má fé usando-me pra se reeleger

De nada monstro antissocial
Que fez mais ardente meu viver desigual
Ou mais sem gosto, sem cor, imoral
A pobre vida dum semelhante ser

De nada monstro da desconstrução
Que gera calamidade da saúde a educação
Desviando verbas pra minguar o viver do irmão
E alimentar sua podre riqueza e poder

De nada monstro da desesperança
Que fere sem dó o ancião, o trabalhador, a criança
E com suor alheio engorda bens e poupança
Sem se lixar com os direitos que o outro perder

De nada não mais espere de mim
Pois mesmo a corrupção nunca tendo fim
Uma única certeza terei como eterno sim
Com voto meu seu monstro, jamais ira vencer

De nada adianta errar a primeira vez como humano
Numa segunda acreditar se mudar mesmo plano
E noutra terceira ser pego pelo desengano
Pra a partir daí se acostumar com sofrer

De nada serve um voto inconsciente
Que eleja só uma dita carcaça de gente
E não condicione uma sociedade diferente
Onde o Bem Comum esteja além do querer

Valdez Belo

Como seria bom se na hora de votar, em silêncio, o eleitor traído por cada corrupto, deste Brasil varonil, pensasse assim e exercesse com mais racionalidade a possibilidade de reais transformações sociais. E isso não é uma condição utópica, afinal, o povo é uma esmagadora maioria!!!!!!!!

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