Não dá pra se acreditar que uma erva queimada, com sua fumaça sugada ou simplesmente tragada por um ser racional, seja saudavelmente natural e impossível de gerar qualquer mal, seja ele pessoal, seja ele social. 
Será que esta tal erva queimada não tem nada a ver com a porta principal para outro mal pedroso - o crack -, que também fumado, com sua maldita sensação de gostoso, tem uma proporção de desgraça bem maior e crucialmente pior.
Poderosamente e rapidamente este infernal crack vicia e descaracteriza a figura humana: exclui, marginaliza, desengana e atrai pra junto de si a freqüência do consumo de cigarro e cana.
E talvez a maioria desta desgraça social seja oriunda do desemprego, do descaso com a  educação, junto a triste realidade de uma mesa vazia, sem pão, e a infeliz ausência e deficiência de direitos.
 Tudo isso contribui para que se caia no trevoso mundo das drogas e se desumanizem e a partir da incorporação dos antissociais reflexos das drogas que assemelham-se imagináriamnete a zumbis da ficção, jovens, crianças e pais de famílias, enfim, seres humanos, partem para estas infernais transformações sociais, até um ontem bem próximo quase impossíveis e incrédulas. 



Valdez Belo

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